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“SOU CONTRA GASTOS COM SEGURANÇA”

 

No mês passado, enquanto fazia visita técnica em um condomínio na zona oeste de São Paulo para embasar projeto de segurança, fui interpelado por uma moradora com mais de 70 anos, que disse o seguinte:

“O senhor é que foi contratado pelo prédio para realizar gastos, não é?”

Minha resposta foi esta:

“O conselho de segurança do edifício me contratou para levantar as possíveis falhas e vulnerabilidades e, em seguida, apresentar as melhores soluções integradas de segurança”.

Com ar não muito amistoso, ela replicou:

“Foi o que eu disse. Eles querem gastar dinheiro sem nenhuma necessidade. Eu moro aqui há 20 anos e posso garantir que o local é seguro. Eu sou contra tudo isso. Temos outras necessidades que são, a meu ver, prioritárias para valorizar o edifício”.

Como ela tocou no assunto valorização, resolvi dar a seguinte explicação:

“Prédios com pouca segurança têm os apartamentos desvalorizados e apresentam enormes dificuldades para venda e locação”.

Como eu já esperava, ela novamente insistiu que o edifício era muito seguro, pois os funcionários orgânicos eram antigos.

No entanto, em conversa com o zelador e um dos porteiros, ambos foram unânimes em afirmar que o trabalho dos funcionários ficava prejudicado em razão da falta de investimentos e modernização na área de segurança física e eletrônica.

Para finalizar o assunto com a moradora relutante quanto as questões de segurança, chamei sua atenção para seguinte constatação que eu verificara:

“A senhora já reparou que os prédios vizinhos, e também o da frente, instalaram equipamentos modernos para controle eletrônico de pessoas e veículos? Somente o seu continua usando metodologia antiga”.

De imediato ela ficou um tanto pensativa. Logo imaginei que estava criando resposta para rebater minha afirmação. Para minha surpresa, ela terminou o bate-papo com a seguinte colocação:

“Sou contra gastos com segurança e não mudo de ideia!”

Caro leitor, após mais de 22 anos elaborando projetos de segurança para condomínios residenciais e comerciais em todo Brasil, posso garantir que de 4% a 5% dos moradores serão sempre contra qualquer investimento na área de segurança patrimonial.

Na verdade, eles enxergam outras prioridades ou não querem participar de rateio para melhoria do nível de segurança no local de moradia. Ninguém vai convencê-los do contrário! Não existe argumento no mundo que os faça mudar de opinião.

Só uma situação drástica, profundamente lamentável e de consequências imprevisíveis, como o condomínio ser invadido por bandidos armados, pode fazer com que revejam seu posicionamento.

Independente da opinião do leitor, uma coisa é absolutamente certa:

Quando o assunto é violência urbana, é melhor ter segurança do que razão!                                     

Jorge Lordello é especialista em segurança condominial e empresarial. É conhecido na mídia como Doutor Segurança.

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