Por Burithi Condo*

Soft skills e a performance em condomínio

 

Muitos são os desafios atuais quando falamos da vida em condomínio e das habilidades necessárias ao gestor para lidar com as inúmeras variáveis de um mundo que lateja transformações.

Se pararmos para pensar na quantidade de situações ocorridas diariamente na vida de cada um dos moradores e de quanto isso é capaz de afetar a convivência, podemos até nos assustar, visto que desde o trânsito até a pressão no trabalho são dispositivos que indiretamente influenciam na forma como cada vizinho irá lidar com uma situação que lhe parece desconfortável.

Paralelamente a isso, é preciso reavivar a circunstância de que já temos dentro dos prédios e condomínios: pessoas diferentes, vindas de lugares e culturas diversas e que invariavelmente têm histórias de vida distintas.

O fato de a temperatura subir rapidamente e não possuirmos habilidades comportamentais suficientes para tratar dessas questões, faz com que o caos se estabeleça criando a falsa impressão de que a confusão irá prevalecer.

É claro que quando pensamos em um bom síndico ou síndica, iremos inicialmente ponderar suas habilidades técnicas: de administração, controle de contas, gestão de ativos e capacidade de execução, itens que não podem ou não deveriam estar de fora da lista de qualquer profissional que se preze. O que muitas vezes ainda não consideramos e deixamos de entender como algo igualmente primordial é a capacidade desse mesmo profissional em lidar com situações de incerteza, de excesso de informação e de muita mudança e transformação (de hábitos, costumes, crenças, formas de viver e conviver).

Para tanto, não basta ser um “bom gestor”, no sentido estrito do conceito. É preciso ir além, saber que em muitos momentos, mesmo para tomar uma decisão a princípio “óbvia”, é preciso ponderar, ouvir, criar e pensar colaborativamente – exercitar as chamadas soft skills, ou seja, ter a capacidade de se comunicar de forma clara, com empatia, resiliência e pensamento crítico.

Saber escutar e buscar compreender os diversos pontos de vista. Ter uma postura flexível e inclusiva, no sentido de ser capaz de acolher opiniões distintas e trabalhá-las de forma a convergirem em bem-estar coletivo.

Essas são as famosas habilidades do futuro – já nada distante – e que vieram para ficar e fazer a diferença.

Segundo uma pesquisa realizada no ano de 2020 pelo LinkedIn, maior rede social profissional que existe, dentre as habilidades mais procuradas e que se encontram no topo da lista, estão: criatividade, persuasão, colaboração, adaptabilidade e inteligência emocional

Ao profissional contemporâneo que ao longo de sua gestão se depara com narrativas e situações das mais diversas, sugerimos que seja capaz de exercitar uma “conduta que enaltece a inclusão das pessoas e suas respectivas narrativas, falamos também de um grande desafio que envolve escutar essas histórias e promover diálogos entre essas diferentes visões. Diálogos surgem da curiosidade genuína a respeito dessas visões distintas, por vezes antagônicas.” (trecho do livro Conversando se Entende, publicado pela Arquipélago Negócios).

O que se verifica, ao incluir nas práticas do dia a dia habilidades que vão além da já bem-vinda gestão financeira é a criação de um ambiente condominial que favoreça a inovação e a conectividade saudável entre as pessoas – seja pela troca de insights entre colaboradores, sugestões de vizinhos, envolvimento de fornecedores comprometidos e as incontáveis possibilidades advindas de uma atmosfera de confiança e respeito.

E por falar nisso, como andam as suas habilidades?

*Por BURITHI CONDO,  uma empresa da BURITHI TRANSFORMANDO CONFLITOS.

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