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Sistema de segurança e tecnologia investimento ou despesa ?


Durante a leitura de “Segurança para Gestores de Condomínios” (Eytan Magal, CPP e Eng.° André de Pauli), deparei-me com uma citação, que não mais esqueci e que me acompanha em todas as assembleias, especialmente as que tratam sobre projetos de segurança: “Ninguém que saiba, ou acredite que haja coisas melhores do que a que se faz e que estão ao seu alcance, quando conhece a possibilidade de outras melhores, continua fazendo o que faz” (Sócrates, 470 AC).

Desejo que esse texto, possa trazer conhecimento e reflexão aos leitores.

Assumindo a gestão de um condomínio, entre tantas providências, priorizo a implantação de um sistema de segurança efetivo e tecnológico, objetivando depender cada vez menos do homem. O condomínio já possuindo um sistema, analiso cada detalhe e normalmente e infelizmente o “condeno” por estar obsoleto ou vulnerável.

Nesse sentido, com o passar dos anos, muitos condôminos me atribuíram o título de gestora “hi – tech” e alguns colegas passaram a me procurar solicitando consultoria em sistema de segurança para seus condomínios. Cabe pontuar que sou apenas uma entusiasta da matéria e que a minha notória paixão, amor e dedicação pelo tema fazem com que sempre aprofunde meu conhecimento na área, especialmente nas inovações tecnológicas, com o escopo de trazer o melhor para minha gestão e condôminos.

É fato que inicialmente os moradores resistem a implantação de tanta tecnologia e ferramentas, alegando ter um alto custo e justificando ser uma despesa desnecessária. É comum ouvirmos: “qual o motivo de um sistema de reconhecimento facial se o porteiro já me conhece?”, “qual a razão desse sistema de acesso para meu veículo, se com um toque na buzina e abertura de vidro o porteiro libera o portão?”, “o controle remoto da garagem funciona muito bem, não precisamos mudar”, ou ainda, “nosso condomínio nunca foi assaltado, para que tudo isso?”, essa última fala é aquela que faz o condomínio passar por uma invasão para então, implantar um sistema eficiente de forma “corretiva” e não “preventiva”. Triste realidade!

Trancamos a porta de casa/apartamento porque a unidade já foi invadida/assaltada? Por outro lado, muitas vezes a “parte resistente” perde para a “parte sensata” e acreditem, em um curto espaço de tempo a oposição constata que anteriormente seu patrimônio e vida estavam cerceados por uma falsa sensação de segurança e passam a apoiar o novo sistema de segurança!

É inegável que a tecnologia veio para agregar e é inegável que ainda que o sistema/máquina, apresente um problema temporário, ele tem uma performance muito superior à do homem, que é passível de erros por diversos motivos, entre eles: falta de treinamento, acúmulo de atividades no posto de trabalho, imposições dos próprios moradores que insistem em não se adequar aos novos procedimentos e até mesmo por falha cognitiva. A máquina pode até falhar, mas nesse caso o homem a substituirá provisoriamente e nada grave terá ocorrido por esse lapso, diferente do ato humano que, havendo imprecisão, talvez permita, por exemplo, a entrada de um criminoso no empreendimento.

O setor condominial evoluiu significativamente em diversos segmentos nos últimos 20 meses em função da pandemia (COVID-19) que ainda enfrentamos, especialmente na tecnologia como aliada a segurança contra o crime. Nesse sentido, se no ano de 2019 havia reprovação do sistema de acesso por reconhecimento facial, atualmente ele é o “objeto de desejo” de todos ou pelo menos da maioria dos gestores condominiais. Por quê? Porque hoje ele tem alta precisão no reconhecimento, porque ele dispensa qualquer tipo de contato, toque, mitigando os riscos de transmissões de doenças, porque ele é célere, é seguro e intransferível! Ah, claro, ele também mantém e aumenta a valorização do patrimônio. Motivos suficientes, não?!

Controle remoto nunca mais, por favor! O sistema TAG é seguro e acessível; adquirindo-se equipamento de marca reconhecida, sendo corretamente implantado e realizada sua manutenção preventiva, certamente terão um sistema com vida útil longa e com raríssimas ou até mesmo, nenhuma manutenção corretiva.

Portanto, apresente aos condôminos essa ferramenta e tenho certeza que eles não ficarão mais do lado de fora do condomínio porque acabou a bateria do controle, porque percebeu somente quando foi acionar o acessório que ele foi extraviado, porque esqueceu em outro veículo ou na mesa do trabalho e assim deixando-o exposto na porta do prédio, aumentando o risco de um assalto, sem falar na possibilidade de clonagem do acessório e consequente invasão no condomínio.

Há 7 (sete) anos, esse sistema ainda era pouco conhecido e utilizado nos condomínios residenciais e recordo que após uma brilhante apresentação de dois consultores em segurança, aliadas ao trabalho da gestão, em um dos meus condomínios, cabendo pontuar ser de padrão médio, aprovou-se em assembleia a implantação dessa ferramenta tecnológica por maioria de votos ou unanimidade, não recordo.

O projeto era completo com portaria e passa-volume blindados, catraca na clausura de serviço, intercomunicador, clausura de veículos com sistema TAG, acesso de pedestre através de biometria digital, alarme perimetral, sistema de CFTV, botoeiras no touch, áreas de lazer com sistema RFID, acesso a torre através de senha, portões com motores ultrarrápidos etc. Talvez, um dos poucos condomínios com tanta inovação tecnológica na época, e por ter sido um projeto de excelência, corretamente implantado e com a devida manutenção, perdurou até três meses atrás, quando decidiu-se por um upgrade em função da violência que estamos vivendo.

Sistema de segurança e tecnologia investimento ou despesa ?

Agora, esse mesmo condomínio, conta com sistema de reconhecimento facial, trazendo maior celeridade na entrada dos moradores, sistema QR CODE para visitantes, os quais evitam alguns modus operandi, como por exemplo, o do bandido que, dirigindo uma moto, sobe na calçada e furta celulares, bolsas e outros objetos durante os processos de triagem externa do visitante ou da leitura da digital do morador, restando demonstrado que a tecnologia supriu mais uma ação humana, trazendo efetiva solução em segurança.

Dia desses um morador comentou: “nunca pensei que pudéssemos melhorar ainda mais o sistema de segurança do nosso prédio com a instalação dessas inovações tecnológicas. Parabéns!”, esse depoimento dispensa maiores comentários!

O Double Check em clausura de veículos, através de equipamentos como o de reconhecimento facial ou o morphowave (leitura da palma da mão sem toque), os quais permitem que o próprio morador libere o segundo portão da garagem, também dispensam a ação humana.

E, se vale uma dica, esqueçam a cobiçada “vaga de pânico”, ela é mais do que conhecida pelos invasores, está sempre limpinha e disponível, demonstrando de forma evidente que se trata da vaga de pânico para o invasor que te acompanha. Dedo do pânico? Idem! Procure um consultor em segurança que tenho certeza de que lhe será apresentado soluções eficazes de fato!

A tecnologia IP para o sistema de CFTV, software de cadastros, aplicativos que trazem conforto ao morador sem fragilizar a segurança, são mais algumas ferramentas tecnológicas que proporcionam de forma real a segurança nos condomínios.

Lembrem, segurança e conforto caminham em sentidos opostos!

 

Encerrando a leitura, meses atrás, um condômino saiu ileso depois que um veículo o perseguiu e o aterrorizou por quilômetros até a entrada de seu veículo na garagem, “simplesmente” pelo condomínio contar com o aludido sistema TAG e motores “robotic” nos portões (abertura e fechamento de 3 a 6 segundos), o que impediu que o veículo perseguidor entrasse de carona no condomínio ou até mesmo um dos suspeitos a pé na clausura para abordar o condômino! Os relatos de moradores e colegas da área condominial após o acontecimento, confirmaram a assertividade da gestão e dos consultores em segurança: “ainda bem que agimos preventivamente”, “bendito dia que aprovamos esse sistema”, “parabéns por sua atuação sempre preventiva e por conseguir demonstrar aos condôminos a importância de um sistema efetivo, para que pudesse ser instalado.”

Refletiram? Sistema de segurança e tecnologia – despesa ou investimento?

Minha vida não tem preço, a sua ou dos nossos condôminos tem?

* Debora Battaglini D.C. Ravani, advogada, gestora condominial há 7 (sete) anos, coordenadora e tutora do programa vizinhança solidária na região do 3º BPM e sócia da Curae Gestão e Treinamento.

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