Por Karina Nappi*

Para iniciarmos administrativamente uma gestão condominial é necessário o primeiro passo: conhecer a previsão orçamentária aprovada para o exercício e, como uma das funções da sindicatura, projetarmos o próximo exercício fiscal.

Assim, a elaboração e o controle dos recebimentos e gastos anuais devem ser feitos no mínimo semanalmente pelos gestores, para que não tenha furos ou necessidade de convocação de assembleias extraordinárias para sanar as pendências financeiras não previstas.

Apesar de serem previstos todos os custos como consumo, manutenções, benfeitorias, aquisições, pagamento de folha de pessoal, segurança, normas obrigatórias, entre outros, o maior desafio frente ao cotidiano é seguir o definido à risca, principalmente frente aos problemas que surgem sem serem esperados, como por exemplo a quebra de uma bomba ou motor do portão de acesso.

Em alguns casos específicos é possível utilizarmos do fundo de reserva previsto em lei para os imprevistos e gastos não projetados que surgem ao longo do período fiscal que, na sequência, devem ser ratificados em assembleia para conhecimento de todos. Em outros casos, não há fundo de reserva disponível para as emergências que ocorrem, como uma obra ou manutenção com valor acima do disponível em caixa. Então, o que deve ser feito?

Inicialmente, o tema deve ser discutido com o corpo diretivo e na sequência chamada uma assembleia geral extraordinária para rateio entre as unidades e sanar o problema enfrentado pela comunidade condominial – principalmente em casos de manutenções ou obras necessárias.

 Se o fato for emergencial, é necessário emitir o rateio para todos, e na sequência convocar uma assembleia, seja ela virtual ou presencial, para sanar as dúvidas e explicar o motivo do rateio de emergência.

 

Outro motivo que em 2021 causou furo nas previsões orçamentárias foram os reajustes de concessionárias de água, luz e gás, e ainda o reajuste de 9% na folha de pagamento e 15% nos benefícios de funcionários.

Neste quesito, todos os condomínios tiveram um gap em suas previsões, pois ultrapassou as expectativas e projeções dos mais pessimistas e fez muitos condomínios chamarem assembleias extraordinárias para reajustes antes do previsto.

 

Vale, nesse momento de rateio sem passar por assembleia, por ser emergencial, divulgar um informe, em conjunto com o boleto extra para que as pessoas já estejam cientes antes da reunião formal dos condôminos no qual serão explanados os problemas que geraram a necessidade deste valor a maior de imediato.

*Karina Nappi é síndica profissional e atua na Admix.

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