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O síndico profissional e a administradora de condomínios

 

por Larissa Lacerda*

Falar sobre o relacionamento das duas funções (síndico e administradora) é um grande privilégio pra mim, afinal conheço bem ambos os lados.

Iniciei minha carreira condominial como assistente de gerente de condomínios, lá em Janeiro de 2010, na extinta Itaoca, que foi vendida para outra administradora alguns anos depois.

Me lembro até hoje que cada ligação que eu atendia com uma solicitação diferente, era uma surpresa, afinal, recém chegada de uma cidadezinha de Goiás com 20 mil habitantes onde nem condomínio tinha, eu jamais imaginava que existiam empresas especializadas apenas na administração de condomínios.

Boletos, previsão orçamentária, assembleias, orçamentos milionários, eram números e valores surreais que davam até um medinho de lidar diante de tamanha responsabilidade. Depois de virar gerente, então, essa responsabilidade dobrou. Afinal, me tornei responsável por elaborar o orçamento do ano todinho de cada condomínio, e administrar como aqueles valores se comportariam durante o período.

Não pense que alguém vai pegar na sua mão e te levar pra mostrar passo a passo do caminho, porque não é bem assim. Condomínio é um jogo de erros e acertos, onde a situação em que você mais aprende é nas falhas e dificuldades.

Durante estes 9 anos trabalhando em administradoras, atendi síndicos de todos os perfis. Desde aquele senhorzinho bonzinho que faz tudo que a administradora orienta, até os grandes síndicos profissionais, alguns deles bem exigentes, e que corrigiam até as vírgulas de um comunicado elaborado pela administradora.

Me lembro até hoje de um síndico bem renomado em São Paulo que me ensinou que a forma que eu calculava a porcentagem de inadimplência em uma previsão orçamentária era errado. Aprendi muito, e tentei absorver um pouquinho do lado bom de cada um destes perfis, para moldar a minha forma de trabalhar, dentro da minha capacidade.

O síndico profissional e a administradora de condomíniosQuando resolvi abrir mão de vez da administradora e me dedicar 100% à sindicatura, comecei a ver com outros olhos o lado do síndico (cliente) e administradora (prestadora de serviços), e me lembrar de como eu sofria com alguns síndicos despreparados, outros arrogantes, e baseado nisso, também observar o que eu não gostaria de ser para a empresa que está ao meu lado, me ajudando no dia a dia do condomínio.

Afinal, a administradora e o síndico precisam andar par e passo, um ajudando o outro, para entregarem juntos o melhor resultado ao principal interessado, que é o condomínio.

Mas, muitos moradores confundem a função de cada um, e acabam incumbindo as responsabilidades erroneamente, expostas principalmente em assembleias. Por isso é importante deixar bem claro o que cabe a cada um, mas principalmente que os síndicos estejam cientes de que ELE será sempre o responsável por tudo que acontece, e ELE que responderá pelas ações da administradora, afinal, esta apenas orienta e executa o que é solicitado pelo síndico.

No dia a dia, tento aliviar o máximo possível do trabalho da administradora fazendo, eu mesma, os comunicados, as apresentações, planilhas comparativas, boletins, adiantando orçamentos, dentre outros.

Não nego que absorver tais tarefas acaba me sobrecarregando um pouco. Mas além da parceria em ajudar meus colegas gerentes a se dedicarem a problemas maiores, eu como síndica consigo acompanhar mais de perto todos os assuntos, e entregar um resultado diferenciado a cada condomínio.

*Larissa Lacerda é síndica profissional em São Paulo

O síndico profissional e a administradora de condomínios

 

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