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Mercadinhos em condomínios

 

A pandemia acelerou diversas tendências nos condomínios: assembleias virtuais, atendimento remoto aos moradores e conselheiros e, é claro, os mercadinhos.

Eles chegaram tímidos, apenas em grandes empreendimentos, e hoje se espalham em condomínios de diversos perfis sócio-econômicos como uma enorme conveniência ao morador, que não precisa mais sair de casa para encontrar itens de primeira necessidade – seja um produto de limpeza, extrato de tomate, ou até aquele vinho depois de um dia difícil de trabalho.

Hoje, há diversas empresas oferecendo esse tipo de serviço, com diversos formatos: há quem só aceite pagamento por aplicativo, outros topam pagamento via cartão de débito e crédito. Tem quem use tecnologia para evitar que menores comprem bebidas alcoólicas, ou até que crianças entrem sozinhas no ambiente.

Um problema, porém, é presente na grande maioria desse modelo: o furto. Como não há funcionários no local – apesar desses ambientes sempre serem filmados – a taxa de furto em mercadinhos acaba por ser maior que em um mercado convencional, como mostrou matéria do jornal “O Estado de São Paulo” de hoje. Há marcas com taxa de perda de até 3%.

“Infelizmente, muita gente se aproveita da falta de um funcionário ali para levar alguma coisa sem pagar”, aponta Rafael Bernardes, síndico profissional e co-fundador do SíndicoLab.

Lidando com os furtos

Para Diego Keller, diretor-executivo da Mercadinho SP, a grande maioria dos consumidores é de pessoas honestas, que gostam e usam o serviço corretamente.

“Mas infelizmente, todas as marcas que atuam nesse setor estão sofrendo com a questão dos furtos. É algo que realmente pode abalar a operação. Precisamos moralizar esse serviço”, aponta Diego.

Para ele, provas não são um desafio. Afinal, há pelo menos quatro câmeras em cada loja – além de ser possível cruzar, pelo horário, as imagens com o pagamento feito.

“Atualmente, quando observo um furto, rastreio os últimos três meses. Fica claro o que a pessoa pegou e o que ela pagou”, assinala o diretor-executivo.

Além dos valores dos produtos que não foram pagos, a empresa precisou reforçar também os profissionais de vigilância remota.

“Geralmente temos quatro pessoas para essa função. Hoje, estamos com 9, para fazer uma força-tarefa e levantar tudo  o que foi subtraído desde julho”, aponta.

Diego conta que depois de observar e planilhar o que foi furtado das lojas, a empresa faz um primeiro contato para explicar a situação.

“Cerca de 70% dos furtos terminam nesse primeiro contato, que é muito educado e explicamos o ocorrido. A pessoa fica constrangida e paga. 20% precisam de mais que uma conversa para entenderem que devem pagar o que pagaram no mercadinho. E 10% a gente tem que levar para adiante mesmo. Fazer boletim de ocorrência e realmente cobrar na Justiça”, explica ele.

Diego conta de casos em que moradores estão devendo até R$ 9 mil em itens furtados – e que estão sendo cobrados dentro da lei.

“Por contrato, se a gente não conseguir moralizar a operação, a gente sai do ponto”, explica ele.

Para Rafael Bernardes, a empresa deixar o condomínio, não é uma boa opção.

“A prática de furtos internos nos mercadinhos desmoraliza o condomínio e acaba com a margem de lucro da empresa. Muitas retiram suas operações de determinados condomínios que isso é comum”, aponta.

Implementação do mercadinho no condomínio

O ideal é que o síndico estude as diversas empresas no mercado e busque, entre elas, qual é a que oferece a proposta que combine melhor com as necessidades do condomínio. É importante considerar condições como: se há cashback, a periodicidade da reposição de produtos, qual será a forma de pagamento, e também se o condomínio deverá arcar com qualquer custo referente aos furtos na loja.

“Realmente há empresas que cobram do condomínio, principalmente se a porcentagem de perdas fica acima de 3%”, aponta Stefan Jacob, diretor de marketing do SíndicoLab e síndico profissional.

Por isso, ele sugere que o síndico realmente tire toda e qualquer dúvida acerca do tema antes de levar uma proposta para a assembleia.

“Além da questão do repasse do prejuízo para o condomínio, também é importante explicar que o local onde o mercadinho será instalado não sofrerá uma alteração de destinação de uso, uma vez que o mesmo poderá ser desfeito ao fim do contrato. Deixar claro também, caso haja um cashback ao condomínio, como o mesmo será calculado”, explica Stefan.

Com esses cuidados, é muito provável que os moradores realmente usem o serviço no empreendimento.

Mitigando riscos

Para  Diego Keller, os condomínios com mais risco de furto são aqueles com muita hospedagens de curtíssima temporada.

“Condomínios com esse perfil não estamos mais fechando contrato”, explica ele.

Outro ponto para a mitigação de riscos é haver conversas entre a empresa e os moradores.

“Seria ótimo, depois de três meses da implantação, uma reunião para as pessoas entenderem o que está acontecendo com o mercadinho, que o espaço é sim todo monitorado e que sempre há pessoas acompanhando”, finaliza o diretor-executivo.

Mas, para além do bom e velho diálogo, a Mercadinho SP também está investindo em tecnologia. “A partir da semana que vem iniciaremos o uso de uma inteligência artificial que cruza informações suspeitas, tornando mais rápido e fácil a identificação dos delitos”, adianta Diego.

Assim, aqueles que passam diversos produtos no caixa, e depois os cancelam – comportamento típico de quem leva produtos sem pagar – serão mais facilmente reconhecidos.

 

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