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De quem é a “culpa” quando o condomínio é invadido?

 

Após o período mais crítico da pandemia, comecei a receber, via whatsapp, grande volume de vídeos mostrando invasões a prédios em São Paulo. Me pareceu evidente que as portarias foram responsáveis por grande parte das ocorrências, isso em virtude de abrirem os portões de pedestres ou de veículos sem tomar as devidas cautelas de segurança. 

Quando isso acontece e a portaria é terceirizada, é comum quebrar o contrato e trocar, imediatamente, a empresa que está prestando o serviço, como se tal providência fosse resolver o problema da insegurança. Se o porteiro for orgânico, a praxe é a demissão imediata e a contratação de substituto.

Mas será que a mera troca de colaborador vai melhorar a segurança do condomínio? Creio que não!

A verdade é que pouco se investe na capacitação de porteiros, controladores de acesso, vigilantes e zeladores, mas se exige que todos eles realizem um trabalho primoroso e saibam lidar com criminosos dispostos a invadir prédios e empresas.

Por outro lado, marginais estão permanentemente se reinventando e buscando novas formas de invasão para ludibriar a segurança. Ou seja, enquanto a bandidagem busca inovação, aqueles que deveriam promover a capacitação de seus colaboradores na área de portaria e vigilância, mostram postura reativa, não se preocupam em tomar atitudes antes de acontecer o pior.

Para mostrar a importância de treinar, constantemente, funcionários incumbidos de zelar pela segurança, me chamou a atenção uma ocorrência em Santos/SP, no primeiro dia de setembro/2022. Um aluno de 9 anos, após chegar na Escola Olavo Bilac, no litoral paulista, começou a convulsionar. 

O porteiro do estabelecimento de ensino, Carlos Eduardo Pinheiros dos Santos, agiu prontamente aplicando técnicas de primeiros socorros até a chegada de ambulância do Samu, que providenciou a remoção do paciente até hospital local, onde foi medicado e acabou tudo bem. O funcionário da escola foi destaque em várias matérias na televisão e jornais onde contou que dias antes do ocorrido havia passado por treinamento de primeiros socorros. 

Ele narrou que manteve a calma durante todo o atendimento e conseguiu seguir o que aprendeu em curso oferecido pelo projeto Samu nas escolas. Revelou, ainda, ter contado o tempo entre as convulsões e que manteve o aluno consciente. 

Mas a pergunta que não quer calar é a seguinte:

O que poderia ter acontecido com a saúde da criança de 9 anos, que estava convulsionando, se o porteiro não tivesse participado do curso com enfermeiros do SAMU? 

Treinar é o ato intencional de fornecer os meios para proporcionar a aprendizagem, é educar, ensinar, é mudar o comportamento, é fazer com que as pessoas adquiram novos conhecimentos, novas habilidades, é ensiná-las a mudar de atitudes. 

O treinamento em segurança, quando posto em prática com competência e profissionalismo, é a mais poderosa ferramenta para minimização de riscos frente a violência urbana, fraudes internas e externas e acidentes pessoais.

Uma coisa é certa, se o porteiro de um prédio, que não recebeu treinamento suficiente na área de segurança, falhar e permitir a entrada de bandidos, não pode ser considerado o único responsável pela invasão.

Assim como não é possível fazer omelete sem quebrar ovos, também não é possível ter colaborador competente, atento e capaz de evitar crimes no local a ser protegido, sem a devida atenção e investimento na área educacional de ordem preventiva. 

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Jorge Lordello

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