Conjunto Nacional

Imagine ser o síndico de um condomínio tão icônico e conhecido que foi inaugurado por um presidente? Um empreendimento enorme, que é um dos cartões-postais da maior cidade do seu país? Pois esta é a missão de Luis Henrique de Capua Zahr, o síndico que hoje administra o Conjunto Nacional.

“Aqui não existe rotina, sempre temos uma novidade”, conta o síndico profissional, que atua nesta área há dois anos.

Zahr conta que seu maior desafio hoje, à frente do Conjunto Nacional, é mesmo a relação com às pessoas. “Ter empatia para construir relações humanas é muito importante, e aqui temos pessoas dos mais diversos perfis. Tem quem esteja aqui desde o lançamento do empreendimento, que está com 63 anos. Essas pessoas testemunharam diversos renascimentos e viram muita modernização acontecendo”, conta ele.

É importante explicar que o Conjunto Nacional é um empreendimento misto: comercial, residencial e conta também com um edifício-garagem.
Com uma população tão diversa, ele conta quem demanda mais da sua administração. “São as unidades comerciais [escritórios], talvez, inclusive, por serem muito mais numerosos. E são reclamações muitas vezes justas como ‘meu andar está com cheiro de cigarro’, ‘colocaram o lixo para fora no horário errado’, ‘estão fazendo obra no horário que não é permitido’”, enumera Zahr.

Ele conta que tenta atender e estar atento a todos os problemas relatados, mas tem consciência que é impossível agradar a todos os moradores.

-“Líderes não vendem sorvete” – leia a coluna de Betina Soldatelli

“Minha proposta, aqui, é trabalhar com transparência e honestidade. Fazer uma prestação de contas clara, receber os condôminos, estar sempre de olho na zeladoria das áreas comuns, profissionalizar ao máximo a nossa gestão e apostar em modernizar o que for possível”, aponta.

Melhorias no Conjunto Nacional

Estar de olho no que pode – e deve ser melhorado – também parece ser uma marca da gestão de Zahr.

Nestes dois anos, ele destaca a implantação de uma catraca biométrica, com reconhecimento facial, no Conjunto Nacional.

“Também trocamos todas as lâmpadas por LED aqui, o que com certeza vai trazer impactos positivos. Além disso, também cuidamos dos jardins, que são áreas grandes e precisam de atenção”, exemplifica ele.

Novas medidas na administração

Outro ponto que vale salientar são as medidas de compliance na gestão atual.

“Cuidamos muito para que tudo seja feito na maior transparência possível. Aqui, para qualquer tipo de compra ou contratação sempre buscamos no mínimo três orçamentos. Depois de escolher a empresa, eu ainda peço um desconto”, revela ele.

Zahr aponta também uma mudança no quadro de colaboradores do empreendimento.

“Terceirizamos portaria, manutenção, segurança e vigilância. Enxugamos também a área administrativa e apostamos na profissionalização estes quadros”, explica ele, que sentiu falta de uma transição entre a antiga gestão.

“A parte boa foi poder contar com algumas pessoas da equipe que já trabalhavam aqui e puderam contribuir bastante neste primeiro momento”.

Sindicatura é um trabalho em equipe 

Apesar de o síndico ter aquela enorme responsabilidade ao ser eleito, ele não precisa levar toda a administração do empreendimento sozinho – mesmo sendo um síndico profissional.

“É muito importante ter gente ao seu lado que seja profissional e que tenha bagagem para te auxiliar na gestão. Cada um que colabora na sua área já é incrível, tem que ser um trabalho em equipe. Aqui, vamos sempre trabalhar juntos para oferecer o que for melhor para a nossa comunidade”, aponta.

E, para quem está começando na área de síndico profissional, ele dá o caminho. “O ideal mesmo é começar por prédios menores, com menos demandas. Ter diversos conhecimentos em áreas como administração, contabilidade, legislação condominial, entender como funciona incorporação e, principalmente, estudar a convenção do condomínio. Na parte mais ‘humana’, minha dica é não tentar agradar a todos. Se foque nas necessidades do prédio e da maioria e aposte em uma comunicação transparente com os condôminos. Com o tempo, vai dar para perceber que o seu trabalho é sério”, aconselha ele.

CONJUNTO NACIONAL EM DATAS:

  • 1995: Começa a construção do Conjunto Nacional
  • 1958: Inaugurada a primeira etapa do Conjunto Nacional, com a presença do então presidente Juscelino Kubitschek. Foi o momento da abertura do setor comercial, com área de 61.354.5142 metros quadrados, considerado o primeiro shopping center da América Latina
  • 1960: Instalação das escadas rolantes, as terceiras da cidade de São Paulo
  • 1961: Inauguração do Cine Astor e instalação do relógio na fachada
  • 1978: Incêndio no Conjunto Nacional
  • 1992: Instaurado o programa de coleta seletiva
  • 2005: Conjunto Nacional é tombado pelo Condephaat, órgão estadual responsável pelo patrimônio histórico

(informações do site do Conjunto Nacional)

 

Conjunto Nacional em números:

UNIDADES:
35 estabelecimentos comerciais
47 apartamentos
350 escritórios

POPULAÇÃO
35 mil pessoas circulando (antes da pandemia)
30 mil pessoas “circulantes”, como clientes das lojas e pacientes dos escritórios
5 mil de população fixa

CORRESPONDÊNCIA
40 mil cartas recebidas por mês – volume maior que e algumas cidades do interior paulista

LIXO
10 MIL SACOS DE LIXO POR MÊS DE 100L

ÁREA TOTAL CONSTRUÍDA
111.083,24 m2

CALÇADAS
3.600 m2

JARDINS NO TERRAÇO
3.000 m2

(Com informações e fotos do site do Conjunto Nacional http://ccn.com.br/)

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