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Como renovar o seguro do condomínio com responsabilidade?


Por Rui

Eu, como corretor de seguros especialista em seguros condominiais e professore de cursos de síndico profissionais, tenho como como propósito profissional orientar os síndicos no momento da escolha da sua apólice de seguros.

É importante que o síndico possa contar com um seguro que vá protegê-lo frente às obrigatoriedades do Código Civil. Como atuei em perícia por sete anos, com ênfase em sinistros – que são os eventos que causam dano – em condomínios, me deparei, neste período de tempo com mais de 50% de casos em que ou faltava verba para a cobertura ou mão existia cobertura para o sinistro em questão.

E, para evitar que o seu condomínio passe por isso, decidi apresentar nesta coluna as melhores soluções para os síndicos – evitando assim riscos de não haver cobertura para o sinistro ocorrido.

Geralmente, os seguros são renovados da seguinte maneira: o síndico envia ao corretor a apólice de seguros. Depois, recebe as cotações – baseadas no documento que ele enviou. Assim, ao fechar o negócio, ele acredita que, magicamente, o seguro será feito com todas as proteções necessárias.
Confira abaixo quatro armadilhas ao cotar sua apólice, e como escapar delas:

1) DE OLHO NA DESTRUIÇÃO TOTAL:

No artigo 1346 Código Civil consta:  É obrigatório o seguro de toda a edificação contra o risco de incêndio ou destruição, total ou parcial. É importante focar em “destruição total”, que pode ser considerada o calcanhar de Aquiles das apólices de seguro. É importante estar atento a este ponto, pois muitas apólices de seguro estão sendo renovadas sem a menor atenção desde a primeira vez que o seguro foi feito. Vale dizer que com a atualização do Código Civil em 2010, caso não seja possível reconstruir as áreas comuns do condomínio com o valor do prêmio do seguro, esta responsabilidade pode recair no síndico.

2) CUIDADO COM A METRAGEM QUADRADA

 

Outro ponto fundamental é uma análise minuciosa da metragem quadrada das áreas comuns (seja pelo que está no AVCB ou na convenção – opte pela maior). É fundamental para o cálculo da cobertura que esta metragem esteja correta.

Isso porque muitos condomínios acabam fazendo o seguinte cálculo: valor de venda da unidade x quantidade de unidades. A seguradora não vai pagar este valor, já que o que deve ser considerado e o valor de reconstrução e não o de venda do imóvel.

3) RESPONSABILIDADES DO CONDOMÍNIO

 

É na convenção e no regulamento interno do condomínio que estão discriminadas as responsabilidades do condomínio sobre o patrimônio dos condôminos. Um ponto importante se refere às áreas comuns destinadas a guarda de bens. Um exemplo é a garagem, que abriga carros, motos e bicicletas.

Caso a convenção isente o condomínio deste tipo de responsabilidade, o seguro de guarda de veículos. A exceção é se houver vagas de visitantes ou caso o condomínio possua vigilante contratado e pago pelos condomínios.

É importante também que as bicicletas sigam regras de segurança e estejam presas por correntes na parede ou no solo.

4) COMPARAÇÃO DE CUSTOS ENTRE SEGURADORAS

 

Cada seguradora, como qualquer empresa, tem suas regras. Só que este tipo de empresa gosta de deixar extremamente claro qualquer condição que possa estar coberta – ou não – na apólice paga pelos seus clientes. São cerca de 120 páginas para cada empresa explicando, de forma pormenorizada, o que a apólice cobre ou não. Assim, sempre haverá a possibilidade de uma apólice mais “modesta”, mas sem todas as coberturas imaginadas.

Outro exemplo é a expressão “qualquer origem”. Na apólice está escrito que “não haverá reembolso aos terceiros ou condôminos por danos ocasionados por vazamento de água seja por qualquer origem”.

Sabemos ser muito comum o rompimento, ou vazamento, de prumadas de água ou esgoto, que podem causar prejuízos incalculáveis ao patrimônio de terceiros – ficando o condomínio, obrigado neste caso, a realizar um rateio extraordinário para fazer frente a esses valores.

É fundamental estar sempre atento quando for renovar a sua apólice de seguro do condomínio. Avalie todas as variáveis possíveis e discuta todas as suas dúvidas antes da contratação do serviço. Assim, no momento em que ocorrer um sinistro, você não vai precisar lidar com a frustração daquele sentimento que eu ouvi tantas vezes ao longo da minha vida de que “caramba, seguro não funciona. Quando eu preciso não dá cobertura. Sempre arranjam uma desculpa para não me pagar!”.

Como renovar o seguro do condomínio com responsabilidade?

 

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