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As férias do síndico

 

Chega o final do ano, todo mundo quer viajar, curtir uns dias de descanso, aproveitar o sol, o mar ou a piscina. Mas sabe quem não vai sair de férias, principalmente neste momento? O síndico! E, principalmente, o síndico profissional.

“É um momento em que tudo no condomínio deve estar funcionando muito bem, já que a maioria deles deve estar cheia, recebendo visitantes”, explica a síndica profissional Tania Goldkorn.

E justamente por causa do movimento – seja a mais ou a menos, no caso dos condomínios nas grandes cidades que se esvaziam com a ida dos moradores ao litoral ou ao campo – é fundamental que o síndico esteja presente e de olho nos detalhes.

“Nos condomínios onde atuo com a minha equipe, até o dia 10 todas as manutenções preventivas estão feitas. Assim, caso haja necessidade de uma manutenção, não será por falta de antecipação”, explica Tania.

“O síndico profissional, se atuar sozinho, dificilmente vai conseguir sair de férias, aquela coisa de desligar o celular e não atender o telefone, responder e-mail”, explica Marcio Rachkorsky, advogado especializado em condomínios e co-fundador do SíndicoLab.

Mesmo contando com uma equipe, é importante que o síndico, mesmo à distância, siga a par do que está ocorrendo no condomínio.

“Não dá para se desligar 100%. Síndico profissional é muito cobrado e precisa estar sempre antenado”, pesa ele.

Confira o checklist para quando for se ausentar do condomínio:

As férias do síndico

  • Zelador: não é possível tirar férias junto com este profissional. Ou o síndico, ou o zelador, devem estar presentes no condomínio;
  • Contatos de emergência: o síndico deve deixar com o zelador, gerente predial ou até com um conselheiro, todos os contatos de emergência – seja em horário comercial ou no atendimento 24h. Da manutenção das bombas ao portão, quem fica no condomínio deve saber com quem contar caso haja algum problema;
  • Avisar o conselho: deixar o conselho a par da sua ausência é importante, assim como a administradora. Confira, no seu contrato de prestação de serviços, como deve se dar esse passo;
  • Treine quem vai ficar no seu lugar: caso alguém da sua equipe vá visitar o condomínio durante a sua ausência, o ideal é aclimatar essa pessoa antes, levando-a algumas vezes ao empreendimento e a apresentando para os funcionários e conselheiros.

Subsíndico: é a vez dele

Há condomínios que contam com um síndico profissional e com um subsíndico morador.

“Quando há esta estrutura no condomínio, é o subsíndico quem fica à frente da gestão quando o síndico se ausenta, geralmente devido a doença, renúncia, destituição ou férias”, aponta o advogado especializado em condomínios João Paulo Rossi Paschoal.

“Apesar de estarem ‘no controle’ do condomínio, o recomendado é que o subsíndico não tente inovar durante este período. Já vi casos em que o subsíndico queria demitir diversos funcionários do empreendimento. Não é por aí”, alerta João Paulo.

Esse tipo de atribuição segue sendo do síndico, mesmo ele estando ausente do condomínio. “Ele pode estar em outro lugar, mas a responsabilidade é toda do síndico”, aponta Fernando Fornícola, diretor da administradora Habitacional.

Síndico profissional: como assegurar as férias?

Apesar de saber que dificilmente conseguirá se desligar 100% dos clientes, é importante que haja o provisionamento de descanso de alguns dias do síndico profissional em contrato.

“Não é adequado o condomínio achar que aquele profissional vai trabalhar três, quatro gestões direto sem alguns dias de folga”, analisa Fernando.

“Apostar em deixar isso claro em contrato é importante, colabora para que realmente haja algum tipo de descanso, mesmo que não fique 100% desligado”, argumenta João Paulo.

Case de férias do síndico profissional – como se preparar

“Em 2019, viajei de férias por duas para a Disney com a minha família. Antes de viajar, fiz reunião com todas as equipes e prestadores de serviço, para deixar todos alinhados com a situação.

Expliquei que estaria fora e que precisaria que todos estivessem 100% engajados com os seus afazeres. Deixei todos os contatos de atendimento com os gerentes prediais, tanto os em horário comercial, quanto os de emergência.

O primeiro passeio que fizemos, antes de sair do carro, recebi uma ligação. Era uma reclamação sobre a limpeza de um dos empreendimentos. Consegui resolver de lá, mas mesmo assim, foi uma dor de cabeça, já que não contava com uma equipe minha.

Para o síndico profissional viajar tranquilo, é fundamental contar com esse apoio, de alguém que realmente vai estar ali e ajudar a resolver qualquer tipo de situação. Estando presente ou viajando, um dos diferenciais do síndico profissional é ter ótimos parceiros, que vão colaborar desde o atendimento de demandas até a resolução dos problemas”

Fulvio Stagi, síndico profissional

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