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AINDA O AUTOMÓVEL, SIM!... MAS NÃO SOMENTE.

AINDA O AUTOMÓVEL, SIM !….MAS NÃO SOMENTE.

Por Fadva

“E o ser humano move-se”.
Considerando os grandes centros urbanos, principalmente, de nosso país, acredito que já passamos da suportabilidade urbana em relação a utilização do carro/automóvel como principal transporte individual. Por outro lado, não podemos negar a relevância que ainda lhe é dado. Porém, também é inegável que outras alternativas de locomoção e mobilidade urbana, tem surgido, já há algum tempo, e que vêm se consagrando, e demonstrando o quanto sua adesão é muito significativa, tais como motos, bicicletas, patinetes e outros.

Somando-se a esses aspectos, devemos considerar que o poder público tem sido pressionado a criar transportes coletivos de qualidade, com uma malha urbana de maior abrangência, o que aliás, estamos em atraso há muitos anos.

Sem dúvida, tanto o transporte público de qualidade, quanto as novas alternativas de mobilidade são importantes soluções para os problemas que enfrentamos na mobilidade urbana. Essas questões já vem sendo objeto de várias demandas do poder público de maneira a serem aperfeiçoadas as políticas urbanas para ampliação do transporte público e um planejamento tal que estimule essas outras modalidades de mobilidade.

Acredita-se que, a médio e longo prazo, haverá de fato, uma real tendência de redução na utilização de carros, o que exigirá dos técnicos, ligados a mobilidade urbana, nos setores públicos e privados, a repensarem as próprias características das vias urbanas e as legislações que as envolvem.

As pistas e faixas de fluxos viários terão que ser reorganizados e redimensionados para acolher todas essas novas modalidades de locomoção, além do transporte público.

Também as garagens já estão na mesma linha de reorganização e redimensionamento de suas áreas, para qualquer tipo de empreendimento, o que levará, inevitavelmente, a novas abordagens nos seus conceitos de utilização.

Assim sendo, o setor da construção civil está sendo levado a repensar as áreas de garagem de seus empreendimentos, e o acolhimento dessas novas alternativas de locomoção.
Dessa forma, enquanto houver áreas de garagem para acolher todas essas alternativas de locomoção, continua sendo importante dimensionar esses espaços e qualificá-los da melhor forma possível.

Quando falamos em garagem estamos considerando todas as tipologias de empreendimentos, tais como residenciais, corporativos, mistos, shoppings, hotéis, hospital, aeroportos, edifico garagem, e quaisquer outros, onde devem ser sempre consideradas as especificidades e necessidades de cada tipo de empreendimento.
O projeto de garagens não é um projeto isolado, por si só. Pelo contrário, ele faz parte e é um resultando concomitante do projeto arquitetônico global do empreendimento, e está vinculado a outras tantas definições e determinantes do empreendimento como um todo.

Porém, mesmo assim, é possível buscar sua melhor otimização e conforto, através de discussões e aperfeiçoamentos interdisciplinares, envolvendo todo os projetistas envolvidos com o empreendimento.

Assim sendo, garagens bem projetadas e bem sinalizadas agregam significativa qualidade a todo o empreendimento, propiciando conforto e segurança a seus usuários.
ALGUMAS REFLEXÕES SOBRE O FUTURO DO AUTOMÓVEL
. Serão repensadas as relações dos cidadãos com os espaços urbanas, na busca de ações possíveis, para
melhoria de sua qualidade;
. Provável diminuição do tamanho dos automóveis nos próximos 15 anos, considerando a
disponibilidade e custo de matéria prima, novas matrizes energéticas, necessidades de maior leveza;
. As legislações se adaptarão às novas necessidades urbanas em todas as suas relações;
. Melhoria do transporte público e sua “malha”;
. Novas alternativas de mobilidade urbana: moto / bicicleta / andar a pé
. Novas relações entre morar e trabalhar.
. A quantidade de veículos que a garagem de um empreendimento comporta, é a mesma que o seu
entorno viário consegue comportar ?
. Mudanças na relação de “status” com o automóvel.
. As novas gerações, em sua maioria, não têm o automóvel como “objeto de desejo” e já se engajaram
em outras alternativas de mobilidade.
. O conjunto de transições das relações urbanas, e humanas, com o automóvel e as outras alternativas
de mobilidade, levarão a mudanças inevitáveis e necessárias, que aliás, já estão acontecendo e
estima-se que serão ainda mais profundas nos próximos 10 a 15 anos.

AINDA O AUTOMÓVEL, SIM!... MAS NÃO SOMENTE.

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